A Ginástica Laboral e a Ergonomia cognitiva

A Ginástica Laboral e a Ergonomia cognitiva

É muito comum as pessoas leigas acreditarem que a ergonomia necessariamente deve estar ligada com questões estruturais e principalmente com a adequação de mobiliários.

No entanto existem inúmeros aspectos que envolvem o trabalho do profissional ergonomista, aspectos esses que vão além do plano físico.

No artigo de hoje, vamos falar sobre a ergonomia cognitiva e a sua relação sinérgica com a Ginástica Laboral.

A Ergonomia cognitiva é também chamada de engenharia psicológica e preocupa-se com a análise dos processos mentais, os quais assim como os físicos, demandam energia do trabalhador e quando demasiadamente exigidos, causam fadiga e perda da produtividade.

Dentre estes processos mentais estão a percepção, a memória, o raciocínio e a resposta motora conforme afetam as interações entre os seres humanos e os sistemas de produção.

A Gina?stica Laboral e as suas 3 dimenso?es

Imaginemos então um trabalhador cuja tarefa seja realizar o controle de aeronaves em uma torre de comando. Ainda que uma observação superficial da execução do trabalho nos induza a pensar que as exigências da tarefa sejam mínimas, a partir da visão da ergonomia cognitiva, será possível aferir os verdadeiros esforços demandados pelo exercício da função.

Caberá ao profissional ergonomista, o estudo da carga de trabalho mental, processos e frequência de tomada de decisões, desempenho especializado, interações humano-sistema de informações, estresse ocupacional e todos os aspectos que demandem esforços mentais do trabalhador.

Uma vez conhecidas as características cognitivas do trabalho, o ergonomista tem a tarefa de propor alternativas com foco atenuante das demandas passíveis de geração da fadiga.

Neste contexto, a Ginástica Laboral aparece como ferramenta capaz de contribuir na redução dos impactos negativos oriundos da alta exigência cognitiva.

A Ginástica de relaxamento tem um papel fundamental na desconexão do trabalhador para com o trabalho, propondo dentre os seus conteúdos, os exercícios de respiração, alongamentos leves, massagem e construção de cenários mentais que remetam o trabalhador à situações relaxantes.

No mesmo modo, a Ginástica compensatória, irá mobilizar as estruturas pouco irrigadas devido a sua manutenção em posturas inadequadas por longos períodos. Essa estaticidade é na maioria das vezes a causadora da irritabilidade, falta de concentração e dificuldades na assertividade da tomada de decisões.

Quando bem aplicada, a Ginástica Laboral ocupa um papel fundamental na tarefa de potencializar os resultados obtidos pela ergonomia cognitiva.

 

 

 

 

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Sobre mim

Meu nome é Alessandro Gonçalves, sou Profissional de Educação Física e Ergonomista do Trabalho. Quero te contar um pouco da minha trajetória e a razão pela qual decidi criar este espaço na internet.

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